Carteira assinada entre domésticas no RS atinge menor nível desde 2012

SOS Empregador Doméstico
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Uma matéria recente publicada no jornal Zero Hora trouxe um dado de que apenas 25,5% dos trabalhadores domésticos no Rio Grande do Sul possuem carteira assinada em 2023, o menor nível registrado desde 2012.

Além disso, a informalidade no setor atingiu 74%, evidenciando a precariedade das relações de trabalho nessa categoria. O cenário, que deveria ter sido revertido após a implementação da Lei Complementar 150/15, traz à tona uma série de desafios que vamos explorar a seguir.

Os impactos da informalidade na contratação de trabalhadores domésticos

O setor doméstico enfrenta dificuldades históricas para avançar na formalização. A economista Cristina Viecel, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), aponta que a informalidade é resultado não apenas de falhas na legislação, mas também de fatores econômicos, como a instabilidade financeira das famílias empregadoras, e culturais, como a “falta de hábito” de formalizar contratos nesse segmento.

A situação também tem impactos significativos para os próprios trabalhadores. Segundo os dados divulgados, empregados formais recebem em média R$ 470 a mais do que os informais. Em 2023, essa diferença chegou a R$ 584, marcando a maior disparidade já registrada. Além da questão salarial, a formalização garante direitos como acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego, adicional noturno e aviso prévio, dentre outros.

Dados sobre informalidade no trabalho doméstico

  1. 74% dos trabalhadores domésticos no RS estão na informalidade (2023):
    • Este é o maior percentual registrado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012.
  2. Somente 25,5% dos trabalhadores domésticos no RS tinham carteira assinada em 2023:
    • Este é o menor percentual registrado desde 2012.

Remuneração e diferenças entre categorias

  1. Diferença salarial entre formais e informais:
    • Empregados domésticos na informalidade recebem, em média, R$ 470 a menos do que os formais.
    • Em 2023, foi registrada a maior diferença histórica: R$ 584.
  2. Renda média em 2023:
    • Trabalhadores formais: R$ 368 acima do salário mínimo vigente.
    • Trabalhadores informais: não alcançavam R$ 1.100, em média.

Fonte: Notícias ZH

Riscos para os empregadores domésticos

A informalidade também representa um grande risco para os empregadores. Desde a regulamentação do trabalho doméstico em 2015, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) registrou, em média, 137 processos trabalhistas por ano. A maioria destes processos têm valores elevados, visto que muitas ações começam em R$ 100 mil e algumas ultrapassam R$ 500 mil.

Segundo os advogados trabalhistas Rodrigo de Freitas e Lenara Giron, a falta de conhecimento sobre como registrar corretamente os empregados e administrar direitos como horas extras e adicional noturno é um dos principais fatores que levam a essas disputas.

Ações trabalhistas e valores

  1. Ações trabalhistas relacionadas ao setor doméstico:
    • Desde a implementação da Lei Complementar 150/15 (que regulamentou o trabalho doméstico), o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) registra, em média, 137 processos por ano.
  2. Valores das ações:
    • Muitas ações começam com valores acima de R$ 100 mil.
    • Algumas chegam a ultrapassar R$ 500 mil.

Como solucionar o problema da informalidade?

A solução para o problema passa, em grande parte, pela educação e conscientização tanto de empregadores quanto de trabalhadores. Muitos empregadores ainda veem o registro como um custo elevado, quando, na verdade, ele pode evitar problemas futuros. Além disso, ferramentas como o eSocial Doméstico, criado para simplificar o registro e a gestão trabalhista, precisam ser mais amplamente divulgadas e utilizadas.

Empresas como a SOS Empregador Doméstico desempenham um papel nesse contexto. Os serviços oferecidos ajudam os empregadores a entenderem as obrigações legais e cumprirem com todas as exigências do eSocial Doméstico, minimizando os riscos de ações trabalhistas e garantindo que todos os direitos sejam cumpridos.

Considerações finais

Os dados apresentados mostram que a informalidade não é apenas um problema para os trabalhadores, mas também para os empregadores, que ficam expostos a grandes riscos financeiros. Além disso, é importante repensar aspectos da legislação

Com conscientização e apoio de especialistas é possível transformar o trabalho doméstico em uma relação mais justa e segura para todas as partes envolvidas.

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